ESCULTURA

Exposição de Volker Schnüttgen

Está aberta ao público no Grupo Pro-Évora até ao dia 25 de Outubro, uma Exposição intitulada Escultura de Volker Schnuttgen na sua sede,  R. do Salvador, 1, em Évora ,  das 15 às 19 horas, excepto à segunda-feira.

Volker Schnuttgen licenciou-se em Artes Plásticas em Bremen, onde teve o seu primeiro atelier. Foi bolseiro do Ministério dos Negócios Estrangeiros e da Fundação Calouste Gulbenkian. Realizou exposições em vários países europeus e em Portugal desde 1991. Está representado na Fundação Eugénio de Almeida (pátio de S. Miguel) e Câmara Municipal de Évora (Arte Pública).

O Grupo Pró-Évora integra esta Exposição nas Comemorações do seu 90º Aniversário e convida todos os eborenses interessados a visitar a sua sede e a Praça do Sertório onde estão patentes três esculturas em pedra deste artista. Visite o website do artista em: http://www.volker-schnuettgen.com/

 

 

As muralhas de Évora e a zona verde monumental

Desenho de Eduardo Miranda

Desenho de Eduardo Miranda

 

O troço das muralhas de Évora entre a Porta de Avis e a Porta da Lagoa e a denominada Zona Verde Monumental vão estar em debate no Grupo Pro-Évora (GPE) no próximo dia 25 de Outubro, na Rua do Salvador, 1, pelas 21 horas. A conversa, aberta a todos os interessados, será contextualizada por Jorge Carvalho, urbanista coordenador da revisão do Plano de Urbanização de Évora (PUE), e Eduardo Miranda, arquitecto responsável pela temática de história e património na revisão do PUE.

A Zona Verde Monumental corresponde à zona dominantemente rural situada entre o Centro Histórico e o Alto de S. Bento. No que respeita às Muralhas, é definida pela área entre a Porta de Avis e a Porta da Lagoa, espaço nobre da Cidade, contíguo à Muralha, subutilizado e desordenado, ocupado com parque de estacionamento e frente construída pontuada por imóveis devolutos e degradados.

Este espaço extramuros foi ocupado desde o início do seculo XX com diversas construções, algumas das quais adossadas à Muralha, que não foram abrangidas pelos planos de recuperação dos anos de 1950 e 1960, da responsabilidade da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais.

Na década de 1990 ocorreram, nesta área, a construção da Circular à Muralha e algumas demolições, e foram elaborados estudos urbanísticos que não foram executados. Permanece um vasto terreiro, marcado por estacionamento automóvel e abandono.

 

A revisão do Plano de Urbanização de Évora, em curso, propõe estender, visual e funcionalmente, o Centro Histórico para a área Norte da Cidade, assumindo-o como “espaço monumental” e incluindo:

  • Espaço verde público, enquadrado por Muralha, Aqueduto da Água de Prata, Forte de Santo António e Centro Cultural de Utilizações Múltiplas de Évora (o chamado Pavilhão Multiusos, a construir), mantendo uma imagem “rústica”, de campo que chega à cidade;
  • Qualificação do espaço contíguo à Muralha entre Porta de Avis e Porta da Lagoa;
  • Integração do Forte de Santo António na Cidade;
  • Valorização da função pedonal, com percursos de modos suaves directos e explícitos e simplificação rodoviária.

No Regulamento do PUE de 2011, afirmava-se que “Todas as intervenções promovidas na Zona Verde Monumental deverão salvaguardar a ruralidade existente e contribuir para destacar a presença do Aqueduto, como elemento de união entre os vários Elementos Individuais de Valor Patrimonial.”

Este debate público integra-se nas Conversas d’Évora, que o GPE vem promovendo há vários anos, e pretende discutir as propostas referidas do PUE, especialmente o programa – ainda não estabelecido e que oferece várias dúvidas – para qualificação do espaço contíguo à Muralha entre a Porta de Avis e a Porta da Lagoa.

 

1919-2019

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"Em 16 de Novembro de 1919 foi formalmente fundado o Grupo Pro-Évora. Até hoje, somam-se mais de cem anos de actividade em defesa do património e de valores culturais da cidade de Évora." A Direcção

 

Juntos pelo Divor