As Primeiras Sociedades Camponesas no Alentejo Central - O que nos diz a Arqueologia

 

Na próxima quinta-feira, dia 28 do corrente mês, na sede do Grupo Pro-Évora (Rua do Salvador, 1), pelas 18 horas, a Professora Leonor Rocha irá conversar sobre As Primeiras Sociedades Camponesas no Alentejo Central.

"Se no final não contar uma história, a Arqueologia não serve para nada" – a partir deste título, retirado de uma notícia de jornal (Público, 3/12/2017), ir-se-á falar de monumentos, sítios e paisagens da região de Évora, território de investigação da oradora.

O conhecimento que actualmente temos das Primeiras Sociedades Camponesas, no Alentejo Central, tem vindo a alterar-se nas últimas décadas devido aos numerosos trabalhos arqueológicos realizados, quer através de medidas de minimização de impactes, quer através de projetos de investigação. Pretende-se aqui falar de sítios, monumentos e artefactos… do mundo dos vivos, mas também dos mortos, perceber as preferências das populações que habitaram este território há cerca de 5 mil anos – em suma, contar a sua história a partir dos elementos que conseguimos recuperar nos trabalhos arqueológicos realizados.

Leonor Rocha é docente de Arqueologia da Universidade de Évora e investigadora do Centro de Estudos em Arte, Arqueologia e Ciências do Património - CEAACP. A sua investigação tem-se centrado em torno das origens e evolução das Primeiras Sociedades Camponesas no Alentejo Central. Tem actualmente trabalhos de investigação nos concelhos de Arraiolos, Évora, Monforte e Mora.

A iniciativa, aberta a todos os interessados, integra-se no ciclo Conversas d’Évora, que o GPE organiza.

 

 

A Salvaguarda do Património Arqueológico em Contexto das Novas Práticas Agrícolas

Na próxima quinta-feira, dia 7 do corrente mês, na sede do Grupo Pro-Évora (Rua do Salvador, 1), pelas 18 horas, o arqueólogo Samuel Melro irá conversar sobre A Salvaguarda do Património Arqueológico em Contexto das Novas Práticas Agrícolas.

Em torno de Évora, a paisagem muda de um dia para o outro. No Alentejo, molda-se a nova paisagem rural há muito anunciada com o regadio do Alqueva. Nesse acelerado processo de transformação territorial, somos confrontados com um grande número de destruições ou afectações de património arqueológico, provocadas por revolvimentos de solos de grande profundidade e extensão, associados ao incremento do olival intensivo e de novas culturas, como o amendoal e outras árvores de fruto.

A dimensão deste problema é tão grande e tão grave quanto é o tradicional distanciamento existente entre os mecanismos de defesa do património e a actividade agrícola, para a qual não existem mecanismos de controlo prévio. Os próprios regimes de protecção previstos nos Planos Directores Municipais carecem de maior agilidade e de colocação em prática.

Pretende-se, nesta conversa, proceder a um breve retrato da situação e à discussão do problema e das soluções que têm vindo a ser postas em prática – soluções estabelecidas em conjunto entre os actores envolvidos da arqueologia, da agricultura e das autarquias. Uma resposta que está ainda em curso e que resulta do empenho de todos os que habitam estes territórios rurais em transformação – e para os quais a memória do seu passado e a salvaguarda do património arqueológico não podem, de um dia para o outro, ser simplesmente postas em causa.

A iniciativa, aberta a todos os interessados, integra-se no ciclo Conversas d’Évora, que o GPE organiza. Samuel Melro é arqueólogo da Extensão Territorial de Castro Verde da Direcção Regional de Cultura do Alentejo e tem vindo a acompanhar a minimização de impactos sobre o património cultural no âmbito dos Blocos de Rega do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva.

 

 

1919-2019

image

"Em 16 de Novembro de 1919 foi formalmente fundado o Grupo Pro-Évora. Até hoje, somam-se mais de cem anos de actividade em defesa do património e de valores culturais da cidade de Évora." A Direcção

 

Juntos pelo Divor