Um mau exemplo de intervenção
Utilizar as calçadas e os lajeados do Centro Histórico para publicitar mensagens é uma utilização abusiva do espaço publico patrimonial e um péssimo exemplo. Imaginemos que qualquer entidade, crente da importância da sua mensagem, se permite usar o espaço urbano, especialmente o mais qualificado, para enquadrar e valorizar a sua publicidade... Imaginemos o Centro Histórico, paredes, arcos, calçadas... cheios de anúncios, mesmo que meritórios (quanto mais não seja, aos olhos dos seus autores), a alterarem a estética da urbe e dos lugares.
Foi isto que, em nome da Acrópole XXI, se fez, com a complacência das instituições que a integram e especial responsabilidade da Câmara Municipal de Évora. Aconteceu depois um acrescento irónico, que a diligente autoridade se apressou a apagar. (Quem diz o quê e quem apaga quem?) O Grupo Pro-Évora manifesta a sua total discordância por este tipo de intervenções, que só contribuem para o desprestígio da cidade e a degradação da sua qualidade patrimonial.
"Pela Biblioteca Pública"
Remonta a 1992 a intenção declarada, por parte dos responsáveis pela cultura em Portugal, de dividir a Biblioteca Pública de Évora, uma das mais notáveis do pais. Desde logo o Grupo Pro-Évora iniciou uma campanha de defesa desta instituição, a semelhança do que fizera aquando da sua fundação.
de Celestino Froes David e Marcial Rodrigues
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